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Às vezes

Doce Viagem

Senhor encara jornalista, no Mercado Municipal de Caetité. Bahia. Janeiro de 2020.


Às vezes ao soprar dos olhos percebemos como a vida é boba, cheia de meandros para te mostrar verdadeiramente aquilo que no dia-a-dia é importante. Nós humanos carecemos de tanta sensibilidade para entender aquilo que internamente pulsa verdades mal ditas, distorcidas por traumas e sentimentos não resolvidos.

Precisamos nos reencontrar nesse obscuro, e como tudo na vida, um passageiro momento de inércia. You won’t see me, indeed my friend, i don’t have much to say. Quiçá somos todos assombrados por hábitos tóxicos de convivência com o mundo, e com a própria existência. Precisamos mudar.

O que comemos, como comemos, o que nos nutre – física e espiritualmente – deve ser sustentável e amoroso. Ouvir os ventos, o sol, o ar. Será que iremos sentir o ar novamente com a alegria de respirar? Estamos submersos na opressão cotidiana, seja estrutural no cotidiano que se repete como atos de novelas mal pensadas ou nas políticas públicas que influenciam tanto em nossa vida quanto as mensagens subjetivas noticiadas as 20 horas da noite de um dia de semana qualquer. O brasileiro faz parte da população que mais ignora ou não enxerga a realidade tal como ela é, segundo pesquisas facilmente encontradas no google. Uma tragédia, de fato.

Será que um dia teremos as rédeas do futuro? De uma ideia de progresso que realmente inclua nossas perspectivas de bem estar ou ficaremos presos nesse revival de 1964? Queria viver na Paris de 1968 pela eternidade, antes da “revolução” morrer dar início ao ciclo consumista nunca antes visto pela raça humana na história da Terra. Combate.

Estamos em guerra! Espalhe a notícia e será livre! Já diziam os Beatles em The Word, em Rubbel Soul. Às vezes acredito fielmente que apesar de o mundo ser de fato nosso, de todos nós, nunca iremos vencer a propriedade privada. Não quero ser pessimista, só gostaria que essas palavras me trouxessem mais conforto que minha própria consciência, mas não consigo ignorar o mundo ao meu redor e escrever uma fantasiosa realidade em que as coisas de fato funcionassem. Não sabemos da possibilidade de uma vida comum e livre. Não conhecemos a liberdade.

O que poderia facilmente se transformar em um roteiro de filme fictício de esperança e amor. Um lugar livre de preconceitos, dinheiro, patriarcado, racismo, lgbtfobia, e desigualdade social. Enquanto em uma escola, no interior do país, onde ancestralmente uma família racista e formada nos preceitos patriarcais e evangélicos, aos poucos, quisessem tomar o poder e estivessem constantemente esperando o momento certo de atacar. Um adolescente cresce dentro dessa família e se transforma na possibilidade viva de um passível a ditador. Quem diria não? Que a liberdade estivesse constantemente em perigo, mesmo no mundo perfeito....

O que acontece em sua mente?

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