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  • Guilherme Turati

A nostalgia do ontem


Ontem liguei o computador e acessei os mesmos sites de sempre, dessa vez me deparei com uma notícia que me causou um misto de espanto e vontade de rir exacerbadamente: a volta de A Super Maquina. Sim, Super Máquina, aquela série de TV com um carro falante e David Hasselhoff.

Não fazia nem uma semana que ouvira na rádio que também reviveriam Karate Kid com alguns episódios inéditos na televisão e parte do elenco original. Assim como fizeram com Evil Dead, Arquivo X, Twin Peaks, Gilmore Girls, Star Wars e Trek, e por aí vai. A lista é extensa.

Vivemos em um tempo saudosista, onde os anos oitenta se tornaram novamente altamente adorado (vide o sucesso do seriado Stranger Things). A estética “oitentista” se torna cada vez mais presente tanto na indústria cinematográfica, como na música e até mesmo na moda.

Um outro ponto de vista é que talvez a fonte de Hollywood realmente se esgotou, com seus inúmeros remakes e reboots sendo anunciados diariamente, não que seja algo totalmente negativo (eu mesmo mal posso esperar pela estréia do novo It), mas seu excesso pode se tornar cansativo ou desnecessário.

Eu não estava aqui durante os anos 80 e minha estadia nos anos 90 foi um tanto quanto breve, mas com isso tudo acontecendo eu sinto que talvez Marty Mcfly tenha vindo me buscar enquanto eu dormia e me levou para um passeio durante essas décadas.

Olha só pra mim, reclamando e usando clichês cinematográficos sobre viagem no tempo de um filme de 1985, mas a questão não é essa, eu lhe pergunto: Precisamos mesmo de uma continuação para Blade Runner?