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  • Júlia Aguiar e Sara Macêdo

Até quando?


Fotos: Júlia Aguiar

Se os 18 debutados pensaram que as mulheres iriam deixar passar batido a votação da PEC 181, pense novamente. Na última terça-feira (13/11) milhares de mulheres ocuparam as ruas de várias cidades do país em revolta contra a pec ‘Cavalo de Tróia’.

Em Goiânia, não seria diferente, o protesto começou em frente ao gabinete do deputado João Campos (PRB), que votou sim pela PEC. Cerca de 150 mulheres marcharam ao ritmo do coró de pau mulher, que guiava o ato. O caminho era claro: mostrar a indignação ao deputado e descer em direção à delegacia da mulher.

O direito é a base de sustentação do Estado, e quando nossos senhores feudais não tem escrúpulos, aparecem projetos de leis positivando a naturalização do estupro. As mulheres sempre tiveram um poder de massificação poderoso, vide primavera feminista em 2015 no Brasil, e levante de mulheres contra o feminicídio na Argentina, agora não poderá e nem deverá ser diferente, pode não ser Eduardo Cunha dessa vez, mas é evidente que a legião cristã do Brasil continua colaborando na pacificação do assassinato das mulheres. As mãos sujas de sangue nunca pareceram incomodar a cristandade, e não será agora que começará a se incomodar, e a prática de resistência perante esses fatos deve ser dura, teimosa e persistente. O aparato legal nunca estará do nosso lado enquanto homens burgueses definam o que é aborto. Aborto é um direito, estupro talvez ainda seja crime. Chegará um dia em que lutaremos por direitos, e não por suas retiradas. Felizmente, mulheres nos ensinam a fazer revolução desde que o czar estava na Rússia.

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