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  • Rodrigues Azevedo

"POESIA REUNIDA" - LICENÇA POÉTICA AUTO CONCEBIDA


Sala Branca

Queria eu ideia mais clara

para que assim pudesse escrever

Dizer e fazer

da minha vida

folhas sem pautas

Ser

Poesia não é só poema.

Poesia é sentir

ver

criar

filosofar

fazer

Poesia é viver.

Poesia é acima de tudo:

morrer. Renascer.

Poesia da vida e da morte

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..................

Purificar

Poesia difícil de ser escrita

traga-me um conhaque

talvez seja a alma

traga-me água

- da gruta dos anjos.

Esperança e Amor

Queria EU

poder fazer poesia

sem

drama

sem

morte

com

alegria

com vida.

Para que assim

pudesse encher os corações

Lago

Sabes tudo

mas não sabes nada

Vive em meio

a águas escuras e claras.

Vive em cima do gelo

da própria alma.

Enigma da morte

Só se sabe da linha

com curvas de rodovia

Caminho difícil de percorrer

-Suponho que tenha sido a vida.

Vôo do passarinho

Trabalha

descansa

Muito

muito

Pouco

pouco

Muito

pouco

Pouco

muito

Então

Pousa sem ver na escuridão

Se o perguntassem, ele diria:

Foi tão rápido!

Rosto colado

Salão cheio

Rostos em tédio

Na mesa

um casal, talvez amigos

Olham-se entre o vidro das taças

Tão intensamente

Seus rostos parecem se abraçar

Poeira de estrela

De mim

restam-se apenas os olhos

que me foram concedidos

por minhas irmãs

para que mesmo de longe

na dor da saudade

eu pudesse acha-las

Lembro-me para sempre

Ursula pensava

(seu olhar pesa tanto

que tens que descer em terra,

fica lá por um tempo

com teu corpo

povoado de partículas

aguarda-te nosso pai acalmar)

Deneb dizia:

mostra a eles o teu brilho, caído.

Morte sem Morte

Ei!

Faça-me um favor

Por favor

Leve-me até ele

Leve-me

Até ELE

Me traga a sua verdade

Ofereça-me

essa última dose

Empurre-a garganta a baixo

Leve-me para outro plano

Traga-me o encanto

para que eu possa

Então

Entender

Decifrar.

Poema ruim

A cabeça cheia

põe na mesa?

Me perdi em meio a esse poema

tão rápido

como a vida

que mal começa

já termina

Aqui não tem espaço

nem pra poesia.

Gotas que formam mares.

Vermelha, vermelho. Corte no texto. Os que lêem choram, se deprimem. Enquanto outros de cabeça fechada sorriem. Derramam gotas de burrice.

Leve-me a igreja

Rosas brancas

Rosas vermelhas

Rosas cinzas

Rosas aparentemente

novamente

Vermelhas

Coloque-me nessa teia

Dê-me um copo

para que seja meu corpo

com água e areia

Afogue-me na banheira

Despedace-me

Arranque-me as pétalas

O caule.

Missões

Ideias povoam um corpo

Mas quando não realizadas

passam para outro

Como um balão

que o universo

te oferece

Mas também te toma.

Caos

Fumaça

de movimentos retos

longínquos

contínuos

por um um pequeno

Grande motivo

faz-se em turbulência

Metáfora da vida

pois não deixa de ser

Bonita.

Caos-Sublime

Apesar dos pesares

Lembremos:

sua forma,

a sua total aparência.

É a vida em circunstâncias

Nascida do fogo.

Junto a ele

Ele se foi

E então

foi-se meu coração...

Algo me sussurrou:

Covarde!

Sabia eu que jamais o veria.

Momento

Pudesse eu voar

sobre essas

nuvens fragmentadas

Sob a luz do luar

Branca

Amarelada.

Sobre a vida

Sobre a forma

mais delícia

de ser sentida a alegria.

O Poeta

A face

O semblante é um enigma

Forte

Fraco

Faz agoniar

Traz o barro

Enfia-me pelo nariz.

Súplica aos leitores

Por favor, não tenha pressa. Não tenha pressa não. Leia com calma, meu irmão.

Reflexos de uma Meia-Escuridão

Acentua-se a melancolia

Acentuasse os sentidos

Silêncio embutido

Na cabeça

Na sala

Na vida

Ecoa em mim

o zumbido

O dedo que cutuca o ouvido.

A percepção

Auto-inímigo

Poesia

Arrependo-me de mim mesmo

todos os dias

Mas quando vem até mim...

Faz-me crescer os cabelos

Dourados

Prateados

e quando forçados

nascem cobre.

As melhores coisas

Tão sem nome

que apenas por olhar

me sinto radiante.

Até Ele

No fundo

Eu sei

que tem-se algo mais

Algo menos

Mas esse conhecimento

deve ficar

para quando o vento

me levar...

Viver

Não tenho medo da morte. Mas tenho medo de não poder voltar a Sofrer.

Rotina

...meus ossos pesam mais que minha própria alma.

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