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Caruaru


Sinto o profundo eco de malditas palavras não ditas emperradas na flor da garganta. Queimo os neurônios com questionamentos triviais sobre minha privilegiada realidade, observo minhas dores e me pergunto os extremos. Será que existe melhor ou pior à se viver?

Não posso pressupor que a maior parte da população compreende o que falo, o acesso é precário e minha rouca voz não os atinge, entretanto seria confortante a minha consciência partir da hipótese de que todos somos iguais. Breve ingenuidade.

Converso entre minhas constelações que se ligam com as estrelas do universo de meu pensar, busco as interações de diversos pontos de partida, quiçá assim eu entenda o todo?

Não quero ver o futuro repetir o passado, e nem visitar museus de antigas liberdades. Necessito intrinsecamente da resposta para o porque sofremos com a realidade. Ela é tão ilusória quanto real.

Busco me isolar em comunidade, existir com a harmonia que paira sobre minha distópica criatividade. Somos os índios do futuro.

Por que não engolir as regras para enfim gozar de anarquia?

VIVA O FODA-SE.

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