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  • Marcus Vinícius Beck

7 livros eróticos obrigatórios a se ler


Porque as férias estão chegando e nada melhor do que uma breve lista de livros eróticos para aquecer seus dias ociosos. Ou, por que não?, para abastecer-lhe com um repertório coerente quando for para o lesco-lesco com a moça. Literatura é a vida combinada, ensinou o realista Gustave Flaubert, autor de Madame de Bovary.

Chega de blá, blá, blá e vamos ao que interessa.

Sexus, de Henry Miller – Fenômeno da revolução do amor livre. Leia a trilogia Crucificação encarnada – Sexus, Nexus e Plexus – e nunca mais, como diz Xico Sá, você vai tirar a roupa do mesmo jeito. Garanto.

Delta Vênus, de Anais Nin – Se o cara aí acima não funcionar, encare uma escritora que foi casada com ele. Anais Nin percebeu que Miller tinha o dom da escrita do cacete, e o colocou no caminho da literatura. Caso se interesse, há um filme “Delírios Eróticos – Henry e June”, que conta o relacionamento dos dois, em Paris, no final da década de 1920. A fita foi baseada no diário pessoal da escritora.

A polaquinha, de Danton Trevisan – Equivocou-se quem sempre achou que o “Vampiro de Curitiba” manda bem apenas no conto. Neste romance, você vai se desfazer de sua convicção de que sabe tudo sobre as safadezas de alguém.

Mulheres, de Charles Bukowski – Clássico do dirty old man. Com este título e o velho safado destilando todo seu dom alcoólico, buceteiro e literário, não precisa dizer mais nada. E para completar: a tradução é de Reinaldo Moraes, autor do genial “Pornopopéia”.

Pornopopéia, de Reinaldo Moraes – Tradutor de gente como William Burroughs, Jean Cocteau e Charles Bukowski, o brazuca Reinaldo Moraes chacoalhou o puritanismo que rege a literatura brasileira. Num texto lírico, zoado e instigante, Zeca, o narrador, conta suas bravatas sexuais, repletas de pó, birita e putaria. Bizarro e indispensável.

Tanto faz, de Reinaldo Moraes – Mais um do Reinaldão. Escrito em Paris, num período em que o próprio autor estava curtindo uma bolsa de estudos, Tanto Faz narra peripécias sexuais, alcóolicas e canábicas de Ricardo, protagonista e uma espécie de alter-ego de Reinaldo. Fundamental.

Bonitinha mas Ordinária ou Otto Lara Resende, de Nelson Rodrigues - sacanagem à brasileira com uma pegada suburbana. Nelsão é obrigatório em qualquer seleção de sacanagem literária do planeta.

E você, raro leitor, do que sentiu falta? Deixe seu comentário.

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