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  • Marcus Vinícius Beck

Sensualidade na telona


Cinema

Preparei uma lista com quatro filmes para apimentar a relação (ou pelo menos tentar). Confira:

Um das cenas eróticas mais bonitas do cinema: Anticristo, Lars Von Trier. FOTO: REPRODUÇÃO

Amigo leitor, sem essa de D.R – discussão de relação. Melhor levá-la às telas do desejo, vai por mim. Sim, falo dela mesmo, da tua companheira. Ora, como você pode perceber, filmes sexualmente quentes ganharam a simpatia do público e entraram para a história do cinema

Bem, chega desse falatório pra lá de batido. O que importa é que eu subi ao sótão da “punheteca”, como o diretor norte-americano Francis Ford Coppola define o gênero, para separar dez filmes que fazem a libido de qualquer pessoa derreter no mais gelado inverno do Pólo Norte. São fitas de extrema genialidade, mas bota genialidade nisso.

A verdade é que entra ano, sai ano, filmes são produzidos e continuo na mesma: é difícil encontrar algo loucamente excitante quando enlatados do Tio Sam ainda fazem sucesso nas telonas. Sem mais:

- A Dama da Lotação (1978). Inspirado no conto homônimo do escritor brasileiro Nelson Rodrigues (1912-1980), o diretor mineiro Neville d'Almeida é responsável por rodar em plena Ditadura Militar (1964-1985) um dos maiores clássicos do drama erótico brasileiro. Sônia Braga, Paulo César Pereio e Nuno Leal Maia protagonizam uma história ora engraçada, ora deprimente. Chega de dar spoiler. Só digo que vale a pena assistir.

- Lucía y el sexo (2001). Representante do cinema espanhol. Paz Veja, nustra

madrecitas de las bellas chicas. Sorry, confesso que esse portuñol barato foi verdadeiramente ridículo. Vamos ao que interessa. Lucía, interpretada pela gatíssima Paz Veiga, é uma garçonete que conhece um escritor (Tristán Ulloa). Daí em diante é só dar play no videocassete (ou no Youtube, se você pertencer à geração mais nova).

- Y Tu Mama También (2001). Bom do início ao final, mas melhor ainda é aquela transa no banco do carro (quem nunca?). Além disso, o enredo conta com uma estória triste e dramática. Fodástico. O filme foi vencedor do Festival de Havana de Cinema, em 2001, faturando no prêmio FIPRESCI.

- Invasão de Privacidade (1993). Santíssimo Jesus Cristo! A sex simbol Sharon Stone tirando a calcinha no restaurante é de deixar qualquer homem (e mulheres, por que não?) terrivelmente loucos de tesão. Outro ponto alto do filme é a cena de sexo no apartamento.

- Histórias de amor duram apenas 90 anos (2009). Júlia (Maria Ribeiro) e Zeca (Caio Blat) logo no início do filme… Não precisar de mais nada. Que mulherão!

Acho que é isso.

Aff, de cara, já senti falta de Os Sonhadores (2003), protagonizado pela atriz francesa Eva Green. Apesar de ser dramático e horroroso, cometi a gafe de não incluir esta lista Anticristo (2009), do polêmico diretor dinamarquês Lars Von Trier. Poxa, dele também passou batido Ninfomaníaca 1 e 2. Desastre, não lembrei do épico Tolerância, lançado em 2001, (Maria Ribeiro e Maitê Proença estavam pra lá de maravilhosas).

Fazer o que, né? Listas são sinônimos de pecados. Mas vamos em frente. Ajudem este jornalista nessa peregrinação atrás da libido cinematográfica. Sei que você aí deve estar bradando impropérios a mim por esquecer a película japonesa Império dos Sentidos. Não, aí é demais, óbvio que não entraria. Filmaço, mas basta. Plis, colaborem.

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