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Eu quero a liberdade

Doce Viagem

Marcha Internacional do Dia da Mulher. 8 de março de 2019. São Paulo. Foto: J.Lee


Lee Aguiar


I wan’t the freedom.

Em noites de lua cheia, entre os brilhos das esquinas. Os olhares continuam singelos, as árvores verdadeiras, e a reflexão sobre a moralidade da existência ganha as atenções que esperam pelo sentimento de sentido em estar vivo.

Morremos todos os dias, são 120 mil mortos só em terras tupiniquins. Corpos marcados pela agressão cotidiana, pandemicamente político, socialmente inevitável. Me questiono todos os dias as relações frívolas entre o motivo da vida e o abismo escancarado na necropolítica vigente. Será que importa estarmos vivos?

Quando gritam Vidas Negras Importam, é uma reinvindicação ao direito à existência digna. A pandemia nos mostrou dolorosamente a violência projetada propositalmente nos povos, a discrepância igualitária. Vigente. Vigente. Vigente.

Resistem aos milhares, existe oposição. “Não tivemos reforma agrária, e não teremos reforma das telas. Precisamos ocupar e demarcar terras e telas”, diz Ailton Krenak genialmente no debate de abertura da 15º Cine Ouro Preto.

Caros companheires nessa Doce Viagem,

O que percebo, visceralmente, nos tímpanos de minha esquecida vibrante alma, é que a crescente ocupação estratégica das redes, começa a surgir efeito. Algo me diz que as mudanças virão de uma distribuição democratizada da informação, em que finalmente poderemos assistir e entender a narrativa a partir do ponto de vista de quem vive o que está acontecendo. Chegamos na era do controle histórico sobre nossas narrativas. Quiçá esse seja o pote de ouro no fim do arco-íris.

Seguimos, boa semana.

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