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Cry on you crazy diamond

Aconteceu no último sábado (11/11) o evento ACASAS, as performances de Geovanni Santos, Rhamom Carvalho, Aline Brasil, Anna Behatriz Azevêdo e Jeferson Leite inspiraram o texto e são representadas nas fotos abaixo.



São as correntes que pulsam por nossos frágeis ossos, eu me mantenho em pé, estou viva. A alma em essência percorre minhas veias e alimentam meu mundo, a pressão tenta me impedir de respirar, eu puxo o ar.


Há coisas na vida que me permitem sentir em conjunto com a humanidade, talvez eu não seja tão diferente assim, talvez eu possa sair de casa usando meu fogo interno como capa, porque não afinal? Não estou sozinho ué, todo mundo se expressa, porque não posso também?


Porque meu fogo queima a pele dos cegos enjaulados. Porque arde em chamas e expõe o odor da normalidade, porque sou excêntrico.


Morro porque mato a bolha existencial do outro, corro. ‘Vamo atrás daquela viada, ela merece porrada, preciso fingir que isso ai não existe, vamos corra, vamos, mate’.


M O R R A.


Morte.


Mas quem disse que morrerei? Não tem como matar o que é pura essência, vem da terra, floresce em pedra, se expressa e contamina. Eu te vejo e quero me expor, sentir o calor nesse abismo frio da realidade coletiva. Morta pois não tem vida, robôs fascistas.

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