• JM

Palavras tem peso

Há alguns meses atrás era recorrente me ver com um bloquinho e uma caneta na mão, anotando poesia em prosa sobre qualquer coisa que meus sentidos captassem. Escrever sempre fez parte de quem sou, meu primeiro poema – com uns 5 anos de idade foi sobre um rosa emburrada. Meus diários e bloquinhos de anotações contam muito sobre mim, escrever é um hábito que mantenho não somente por prazer mas para tentar ter o mínimo de sanidade mental. Porque estou contando isso em linhas tortas? Pois há um tempo não escrevo como antigamente.


Passei por uns perrengues durante o ano e não me sentia digna de escrever, as circunstancias da vida me fez pensar que eu nem se quer escrevia bem, não tinha sentido escrever então.


Palavras são formas físicas dos sombrios pensamentos humanos, escreve-las é transformar em realidade a dor e qualquer outro sentimento que transborde em você o suficiente para eternizar em algum lugar que não em você mesmo. Eu às vezes tenho medo de minhas palavras eternizadas, a transparência de mim mesma me assusta.


Muitas vezes já ouvi que não sirvo nem pra escrever, já ouvi que nunca vou conquistar meus sonhos, que não sou capaz, uma menina iludida ora, não conseguem ver, senhoras e senhores? O engraçado é que todos que me disseram palavras pesadas como estas, eram homens.


Pois bem, saibam, a cada dia venho mais forte e não descanso. Lutar é o único sentido que vejo para minha vida e minha escrita não precisa ser boa nos olhos de ninguém, precisa ser verdadeira.


Até a próxima segunda, caro leitor.

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