• Rosângela Aguiar

Mais amor, por favor!

Pensando na vida, no atual momento que vivemos, nesta era de relacionamentos virtuais, conversas virtuais, vida virtual, percebo a frivolidade, o individualismo, o egocentrismo exacerbado na grande maioria das pessoas. Maioria sim, mas não a totalidade das pessoas, porque ainda acredito no ser humano.


Se a gente parar e refletir sobre isto percebemos uma insegurança diante da vida, mas não uma insegurança financeira. Não! Insegurança de viver plenamente. De ser feliz aceitando a si próprio.

E isto demonstra imaturidade diante da vida, por que a grande maioria tem uma necessidade de se mostrar como um ser superior aos outros. O que estas pessoas não percebem é que esta necessidade diz respeito à elas próprias e não ao outro e, assim, acreditam que são mesmo. O problema é que para conseguir isto passam como um trator sobre quem está a sua volta, seja no círculo familiar, no trabalho, na igreja, no esporte.


E esta atitude coloca o amor, a sororidade e a compaixão de lado, levando ao estágio atual da sociedade individualista e egocentrista. Ninguém é superior a ninguém! Na vida não existe o primeiro ou terceiro lugares. Somos todos iguais. Homens, mulheres, gays, lésbicas, transgêneros, criança, adulto, jovem.


Somos todos iguais e o que nos diferencia é a cultura, ideais, pensamentos, crenças. Faltam a compreensão e o amor próprio pela própria existência. E se não compreendemos a nós mesmos, como vamos compreender o outro? Se não nos amamos, como vamos amar o outro?


Não é difícil nos depararmos com pessoas cuja necessidade de ser aceita, de chegar ao topo da pirâmide, de se sobressair é algo vital para suas vidas. Só que para alcançar estes objetivos muitos pisam e ridicularizam o outro, numa clara demonstração da própria imaturidade e insegurança.

O inconsciente destas pessoas entende que, rebaixando e humilhando o outro, irá sobressair, aparecer, ser visto como o melhor. Ledo engano. A pessoa está apenas se enganando.


Agora aquele ou aquela que tem o hábito de refletir sobre os próprios atos percebe, mais cedo ou mais tarde, o erro cometido e busca corrigi-lo. Quem compreende isto e perdoa a si próprio torna-se capaz de perdoar o outro. E consegue amar o outro. E aceitando a si próprio, com suas qualidades e defeitos, aceita o próximo (do zelador do prédio onde mora ou trabalha, ao chefe, os parentes (marido/esposa/filho (a), pai, mãe, irmãos)).


E agindo assim, espalha-se amor, energias positivas. Estas pessoas buscam a evolução espiritual. Buscam corrigir seus erros. Aqueles que não se apercebem disto, sofrem por não aceitarem que não são melhores que ninguém (pessoas com baixo nível de escolaridade, financeiro, etc). O que estas pessoas não conseguem enxergar é que estão fazendo mal a si próprias. Se eu não me aceito, não me consolo, como posso fazer isto para o próximo?


Pobres seres, mesmo na mais profunda escuridão, existe uma vela a espera de ser acesa. Basta querer ver e ter mais amor, por favor!