• JM

Nanam e uns rabiscos

A música rola solta. autenticidade toma conta dos corpos que dançam em alegria... Mas o contraste não descansa, o submundo continua à gritar, escondidos nas sombras da servidão. Procuro olhares incompreendidos, uma maça em estado marginalizado se aproxima, ignoro na minha melancolia pífia a energia de desespero, olho para os lados.

Uma outra moça sentada vende a dignidade aos bêbados, ela me olha com a pena de quem sabe a maré turva do destino. Nada faço caro leitor, observo para absorver a minha ignorância.

Afinal, os libertos na putaria da opressão acabam por se juntar, talvez se ligam pela frequência do autêntico. Não é sobre pertencer, entrar na caixa, se podar ao outro. É o sentimento florescente da alma que se aceita na resistência. Respeito a luta alheia, dói se rebelar.

Matrix não é ficção.

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