Bruna, teu seio é um tesão

February 16, 2018

Amigo boêmio, por obséquio, venho por meio desta epístola lírica para contradizer os jovens que deram de criticar Bruna Marquezine, que desfilou como uma deusa nos blocos carnavalescos no Rio de Janeiro. Seus seios naturais, meus caros, são dignos de comparação com a mais bela pincelada dos cubistas, dos expressionistas e dos naturalistas. Digo mais: homem que é homem ama por tudo que é mais sagrado o corpo feminino, do jeito que é e veio ao mundo.

 

Mulheres, prestem atenção nesta afirmativa: vocês não precisam pôr silicones gigantes em seus mamilos, porque eles são feios e anulam a poesia que há neles, berço de versos românticos que eternizaram as palavras de gente do calibre de Paulo Mendes Campos. Deixem-no da forma que são.

 

É lindo uma mulher hiperbólica desfilando com seios naturais por aí. O poetinha, Vinícius de Moraes, tão citado por este mero batucador silábico de costumes, diria que o que vale mesmo são os seios naturais, pois somente desta forma é tesão apalpá-los.

 

Atualmente, percebo pelos quatro cantos deste Brasil, berço do samba de botequim, da poesia lírica boêmia e da prosa dos apaixonados, que os jovens estão cada vez mais hipnotizados às mulheres artificiais que lhes são apresentadas por meio de certos veículos de comunicação. Pois te digo, jovem rapaz: esse negócio de padronização da beleza feminina é um troço irritantemente chato, desnecessário e cretino.

 

Pois é, não me venha com esse mimi chato, camarada, essas queixas de quinta categoria acerca do tesão que é apalpar seios siliconados. É uma ova! Se em plena folia, o cara sai de casa predestinado a encontrar uma dessas que foram produzidas de cima abaixo por cirurgiões plásticos, é porque tudo vai de mal a pior mesmo. Um sujeito desses não tem a dignidade masculina necessária para usufruir da pedagogia da manga em mamilos naturais.

 

Quem precisa de seios siliconados, meu Deus? Ninguém, ou talvez os jovens reaças, para não dizer Bolsominions, que possuem contato sexual com minas robóticas que encontram nos classificados de prostituição de luxo vinculados nos grandes e pequenos jornais.

 

Vejam vocês: ninguém precisa dessas coisas típica e desnecessariamente pós-modernas. Poxa, como nos ensinou os literatos estadunidenses Henry Miller e John Fante, é indispensável maravilhar-se num mamilo lascivamente natural. Não venerá-los e amá-los é como assistir a uma partida do Corinthians e não chorar ou berrar, entende?

 

Pelas mulheres reais, hoje e sempre. Leitoras, sem lipo, tampouco silicones, mas com muito desejo e outras aspirações, porque a beleza e o erotismo residem em teus corpos naturais. Nunca no tamanho ou em detalhes artificiais. Sem imperfeição não há tesão, que me perdoem as siliconadas da praça.

 

Por fim, fica o mantra, à guisa de educação sentimental aos moços, pobres moços: homem que é homem não sabe, nem nunca procurou saber, a diferença entre estria e celulite, mas louva um mamilo natural. Pelo menos eu, sim.

 

Até o próximo elogio lírico às mulheres. Bom final de semana a todos.

 

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