• Metamorfose

Não sou a única

Eu espero que um dia você se junte a nós, para que o mundo possa ser um só. Afinal, imagine todas as pessoas vivendo em paz? Deixe ir a “utopia” pois há quem diga que assim, os bandidos estariam controlando todos com o fuzil.


Quiçá chegamos a um remoto tempo onde as pessoas só enxerguem o caminho mais próximo da sobrevivência. As crises tomaram os plexos doentes de consumo, não temos mais para onde correr, é lutar ou morrer. A que ponto chegamos..


Acordo na primeira segunda-feira do ano com a necessidade de expandir o grito que rasga meu peito para fugir da casa das máquinas intelectuais, foda-se o estado burguês diz um barbudo por ai, foda-se a opressão vou fugir pela Europa diz outro. Enquanto isso, no limbo do tempo, o ilegítimo vampiro neoliberalista obriga a massa cega a dormir no mundo de 1968 – foram-se meio século e nada mudou. Essa escriba chora, o verão acabou e junto foi-se o céu azul, nuvens tormentas não nos deixam ver.


Mas continuo a acreditar no povo guerreiro, estamos em movimento, e mesmo que censurados pelo véu da ignorância sabemos que algo está acontecendo. Me recuso a deixar calado a voz ofegante que pulsa em meu peito, me recuso a ver veículos mentirem sem que nada seja feito, me recuso a ficar parada.


Não sei vocês hermanos, mas já que o ano começou, que venha a luta cotidiana, estou pronta para a revolta.