Brasil: país das fontes renováveis de energia

June 6, 2018

O grande desafio no Brasil hoje é poder escolher de quem comprar a energia que vamos utilizar e poder optar por uma matriz energética renovável e sustentável. Este foi um dos pontos de questionamento levantado durante a mesa ambiental do 20° FICA, "A Nova Energia". Os debatedores, Ney Maron de Freitas, da Abeeolica, e Rodrigo Sauaia, da Absolar, associações de energia eólica e solar, respectivamente, ressaltaram a riqueza natural existente no Brasil e que permite o uso apenas de energia limpa e renovável. O problema é que, apesar dos avanços das tecnologias e a redução do custo de instalação tanto da energia eólica quanto a solar, ambas são ainda pouco conhecidas da maioria da população brasileira.

 

"O brasileiro quer gerar a própria energia e poder escolher de quem comprar, assim como fazemos com as operadoras de celular. A resolução 482 da Agência Nacional de Energia (Aneel) possibilita isso", explicou Rodrigo Sauaia, da Absolar. Os custos de instalação das placas fotovoltaicas reduziram nos últimos anos, em especial por conta de projetos de incentivo fiscal com redução de ICMS e linhas de financiamento, como o Goiás Solar, do governo estadual. O que falta, segundo Rodrigo Sauaia, é a informação chegar ao consumidor. 

 

O Brasil possui um alto índice de insolação e luminosidade de qualidade, 30 vezes melhor que a melhor capacidade da Alemanha, por exemplo. E temos capacidade instalada para produção de 152 gigawatts mas utilizamos apenas 1 gigawatts, muito menos que as outras energias renováveis existentes no país. Já a energia eólica vem num crescente melhor desde a instalação da primeira turbina geradora em 1992. Hoje a produção de energia eólica é de 13 gigawatts em 520 parques eólicos e beneficiando 22 milhões de residencias no país.

 

Se a matriz energética brasileira é composta por 82% de fontes renováveis e limpas, porque ainda dependemos tanto das hidrelétricas cuja matéria prima, a água, tem se tornada cada vez mais escassa, deixando de funcionar as turbinas e nos levando a apagões? A resposta está nos incentivos à construção de parques eólicos e solares, mas que tem mudado com o passar dos anos segundo os representantes da Absolar e Abeeólica.

 

A energia solar é gerada a partir da conversão da luminosidade e não pelo calor, assim como ventos fortes, constantes e previsíveis, sem rajadas, são os melhores para a geração de energia eólica. E ambas fontes o Brasil tem de sobra, especial os ventos na Região Nordeste e um pouco no sul do país. Já a solar está espalhada por quase todo o país e em todos os estados é possível gerar energia da própria empresa ou reisdência. E hoje já existe uma desburocratização para aquisição e instalação das placas fotovoltaicas, que são feitas de vidro, alumínio, silício e plástico, todos os componentes recicláveis, além de não emitir campo magnético, prejudicial à saúde.

 

O mesmo ocorre com a energia eólica que ainda propicia melhor qualidade de vida para o povo nordestino que vive no sertão, onde estão os melhores ventos e consequentemente os maiores parques eólicos. A instalação deste parques não é incompatível com outras atividades, como moradia e criação de animais. E a maioria dos projetos são, de acordo com Ney Maron de Freitas, instalados em áreas arrendadas e não adquiridas. "Cerca de 4 mil famílias recebem cerca de R$ 10 milhões para o arrendamento de suas terras, mas ainda enfrentamos em muitos locais um problema fundiário, que a falta de regularização dessas áreas. E isto se torna uma questão sócio-econômica-ambiental", esclarece o presentante da Abeeólica.

 

Durante a mesa ficou claro que as energias solar e eólica são complementares e devem ser mais utilizadas para garantir o abastecimento do país. E, assim, o Brasil irá cumprir o Acordo do Clima de Paris com a redução de poluentes gerados pela usinas de energia.

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