• Renato Costa

Festa Junina, colheita no Paraguay!

É tempo de festa! Temos poucos, mas bons motivos pra comemorar. A colheita é sempre tempo de fartura, mesmo que o horizonte seja temeroso...


As coisas andam bem difíceis nesses tempos de ruptura! Buscamos algo que possa nos acalentar e, por sorte, já é chegado o tempo de fogueiras e quentão.


Para os maconheiros, os festejos populares de junho trazem um motivo a mais para se comemorar.


Pergunta: nos últimos dias a maconha melhorou por aí? O prensado anda mais verde? A cera se encontra a cada corre? Pois é, muitos sinais e as coisas vão melhorando. Não só a qualidade da ganja é um indício... Alguém, além desse colado colunista, ouviu fogos de artifício em uma noite qualquer, mesmo antes da copa do mundo começar?


Na real, o futebol brasileiro não empolga ninguém, pelo menos por enquanto. Em tempos de crise quem se anima a comprar foguetes pra comemorar o que quer que seja? Por aqui, junho nos traz outras formas mais inteligentes de se fazer fumaça.


Longe do comércio do espetáculo, o que nos une é a rua! O festejado comércio da maconha em toda sua complexidade e concretude, para além das conveniências! Por isso um foguetório se ouve todos os meses de junho, quando a principal entrada está garantida e a temporada de frio recebe a lenha psicoativa da qual os maconheiros saberão tirar proveito e calor.


Esse ano não foi diferente! A marcha da maconha é o marco desse período em que a rua se enche de planta fresca. A colheita paraguaia de abril-maio chega às capitais brasileiras cerca de um mês depois e assim junho pode ver chegar o que há de melhor no continente sul americano.


O mercado criminalizado mantém seus padrões e fluxos contínuos e periódicos. Nossa planta é garantida regularmente pela corrupção de agentes proibicionistas que se beneficiam sozinhos de uma lei assassina, hipócrita e ultrapassada.


O compromisso dos usuários é de se afirmarem enquanto tal, consumidores à margem, sem deixar de apontar as ironias que uma sociedade repressora cria.


Somos maconheiros, sim, e por isso as festas juninas tem novo brilho.


Com a chegada da “madeira” outras fogueiras serão acessas!