• Rosângela Aguiar

Ato pela Democracia reúne milhares de pessoas no Centro de Goiânia

Protesto


Concentração começou por volta das 8h, na Praça Cívica. Ativistas de diferentes orientações ideológicas estavam presentes



O ato contou com a presença de lideranças locais na luta contra o fascismo. Foto: Rosângela Aguiar.


“Eu mudei o voto agora porque não tenho como votar em alguém que fala coisas horríveis sobre as mulheres, que tem falas racistas”. O depoimento de Josiane Santana, que estava acompanhada da filha Monique, de 7 anos na manhã de sábado na Praça Cívica, reflete o sentimento de todos que foram ao ato em defesa da democracia na Praça Cívica. O ato reuniu neste sábado, dia 20, milhares de pessoas de diferentes partidos, crenças, raças, de direita e de esquerda.


A concentração começou às 8h na Praça Cívica e por volta das 11h saiu em caminhada pela Avenida Goiás até a Praça do Trabalhador, Centro de Goiânia. A manifestação aconteceu com tranquilidade e pedindo paz não somente em Goiânia, mas também diferentes cidades do interior do estado e em diversas outras do país.


Palco de manifestações pela democracia, como o Diretas Já, desta vez foi o medo da volta de um regime militar e autoritário que reuniu milhares de pessoas na Praça Cívica. “É preciso ampliar a discussão e mostrar os riscos de perdermos direitos sociais e individuais”, disse o ex-deputado estadual Mauro Rubem (PT). Fitas, adesivos, cartazes e sobrinhas deram o colorido durante a caminhada aberta pelo grupo Coró de Pau com seu batuque que chamava as pessoas a refletirem sobre a atual situação que passa o país. “Precisamos aprofundar a democracia e garantir os direitos de todas as pessoas e o respeito às diferenças. É isto que este ato quer mostrar”, disse Neide Aparecida da coordenação da campanha da Fernando Haddad em Goiás.


O ato suprapartidário reuniu lideranças e eleitores de diferentes partidos, democratas, que pediram voto para o candidato Fernando Haddad (PT) por entenderem que é o único que pode garantir a democracia no país. Um dos principais pontos da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) é o fim do Estatuto do Desarmamento. A deputada estadual reeleita e delegada Adriana Accorsi vê esta proposta com muita preocupação. “Muitas pessoas, infelizmente, não têm preparo, mesmo que ela faça um treinamento técnico, e isto acontece até com policiais, não tem preparo emocional para usar uma arma de fogo”, comentou a delegada.


A delegada Adriana Accorsi lembra que o Estatuto do Desarmamento permite que pessoas que precisem tenham armas, mas ö que eles chamam de burocracia, eu chamo de cuidado ao conceder o porte de arma”. Ela explica que quem trabalha com segurança, transporte de valores, esportistas de tiro, se tiverem a ficha limpa de antecedentes criminais podem ter o porte de arma após passar por avaliação psicológica. “Não é verdade que ninguém pode ter arma”, reforça, desmontando o argumento de quem defende o armamento da população.