Fogo nas florestas e repressão nas cidades

August 25, 2019

Meio Ambiente

A polícia militar age com elevada violência contra um grupo de manifestantes no ato em Goiânia contra a destruição ambiental no governo Bolsonaro

 

Fotos da @juliaglrd

 

A violência policial em manifestações na cidade de Goiânia não é nenhuma novidade para os moradores e ativistas do estado de Goiás. No dia 23 de agosto fomos testemunhas de mais um capítulo de repressão que agora fez como vítima um grupo de manifestantes, composto majoritariamente por mulheres, que denunciavam a destruição ambiental do governo Bolsonaro.

 

O "Fridays For Future’’ é uma movimentação pró-ambientalista que ocorre em todo o mundo contra o aquecimento global e tem como principal figura a sueca de 16 anos, Greta Thurnberg, que pressiona o governo de seu país a cumprir o Acordo de Paris. A somatória de causa e representante fez com que esse mesmo movimento chegasse no Brasil, e mais especificamente em Goiás, no dia 23 de agosto numa manifestação que pautava a defesa do meio ambiente que vem sendo frequentemente atacada na gestão de Jair Bolsonaro.

 

Eram cerca de 25 ativistas do meio ambiente, sendo 90% mulheres, que se reuniram na praça cívica e tinham como único propósito ‘’chamar atenção através da intervenção artística e de cartazes no semáforo, assim poderíamos chamar a atenção das pessoas que estivessem passando na rua sobre as questões ambientais e os últimos acontecimentos", como nos conta uma das manifestantes que não quis se identificar. Após a oficina de cartazes com materiais recicláveis e que estavam escritos com diversas mensagens como ‘’A revolução é agroecológica’’ e ‘’Salve a Amazônia. Queime o capitalismo’’.

 

Fotos da @juliaglrd

 

Em um determinado momento o grupo que também era composto por artistas, decidiu fazer uma intervenção em frente ao Palácio Pedro Ludovico. Lá derramaram sobre as suas cabeças um líquido vermelho, água e corante, que simbolizava o sangue do genocídio de índios e animais pelo desmatamento e queimadas, além das mortes causadas pela degradação ambiental inerente ao capitalismo e que aparece de uma forma tão brutal no atual governo brasileiro.

 

Até então a manifestação seguia calma e pacífica com apenas alguns gritos de protestos e levantamento de cartazes, entretanto durante a intervenção artística os policiais militares do estado oprimiram as manifestantes jogando spray de pimenta em um grupo ordeiro de pessoas. Logo, está evidente mais uma vez que a PM não sabe lidar com manifestações, assim como já nos foi demonstrado no caso do estudante Mateus Ferreira que passou 11 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) após uma agressão policial em um ato.

 

Após o ato duas manifestantes que ainda estavam na região central para assistirem uma batalha de rap foram abordadas com extrema falta de educação, violência e raiva por cinco policiais militares que as reconheceram, afirmaram que eram elas que estavam na ‘’arruaça que foi a manifestação de manhã’’ e fizeram constantes indagações sobre o uso de drogas que não aconteceu apenas na tentativa de levá-las em flagrante.

 

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