• Lays Vieira

A força do audiovisual nortista

Cinema

Conheça a programação do 1º Guaporé Festival Internacional de Cinema Ambiental de Porto Velho, que aborda questões culturais, políticas e ambientais importantes a sociedade brasileira

Festival fica online e gratuito até o dia 11 de abril - Foto: Reprodução


Ontem (7), teve início o 1º Festival Guaporé Internacional de Cinema Ambiental. A noite foi marcada pela primeira live do evento, que discutiu os vários aspectos políticos e de resistência que marcam o audiovisual nacional. O cinema como ato político (tanto meio quanto fim), abordando temas como a ditadura militar, ataques a democracia e descaso com a saúde e, especialmente, o SUS na pandemia. Contou com três convidados: o Coordenador de Pesquisa e Inovação no Departamento de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação do IFRO, campus Porto Velho Calama, Leonardo Felizardo; a diretora Isa Albuquerque e a produtora e diretora Ellen Francisco. A mediação foi de Emanuela Palma.


Hoje, dia 8, a principal atividade da tarde é o Seminário de Cinema Ambiental na Amazônia, que tem como objetivo discutir os vários problemas que a região enfrenta, sendo um local de importância estratégica e cobiçada no cenário nacional e internacional, além de traçar possíveis e promissores caminhos para soluções. O seminário contará com diretoras, diretores, produtores e produtoras, acadêmicos, roteiristas e a realizadora cultural que encabeça a organização do Festival, Raissa Dourado.


Mas, durante todo o dia, você leitor pode assistir aos filmes selecionadas para hoje, basta fazer inscrição no site. E, para dar um gostinho de quero mais, o JM traz uma breve resenha de alguns deles.


Na mostra infantil, o destaque é para "Waapa", documentário de 2017 dirigido por David Reeks, Paula Mendonça e Renata Meirelles, que mergulha na infância das crianças do povo Yudja, no Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso. O documentário dá ênfase na passagem geracional de conhecimentos tradicionais.


Na mostra contemporânea, "Na Fila do SUS (2020)" e "A Tradicional Família Brasileira Katu (2019)", são os selecionados do dia. O segundo, com direção de Rodrigo Sena, mostra o que ocorreu com os doze adolescentes indígenas do Rio Grande do Norte, retratados em um ensaio fotográfico em reconhecimento aos povos originários Potiguaras, doze anos depois. Já adultos, o foco é em suas trajetórias pessoais, suas identidades indígenas, a cidade, seu território, religião, problemas com alcoolismo e drogas decorrentes das dificuldades para subsistência e trabalho e sobre suas visões de mundo.


Já a mostra latina, traz "Maria de Los Esteros", de 2018, com direção de Eugenio Gómez Borrero e que homenageia a memória e as tradições do mangue. Com uma visão poética e belíssima do sobe e desce da maré, a personagem Maria personifica a relação entre sujeito e território e o mangue como local de trabalho. Nesse curta-metragem, a palheta de corres é um dos grandes destaques e componentes.


Por fim, na mostra Rondônia, o curta de 2016, "Banho de Cavalo". Dirigido por Michele Saraiva e Francis Madson, ele traz diversas micronarrativas poéticas sobre a região amazônica, seus símbolos, suas relações e seus sujeitos. Não há um diálogo, mas cada frame é um mar de sensações.


Para os interessados, basta acessar o site do Festival. Mas, atenção, os filmes só ficam disponível por 24hrs.


Acesse: http://guaporefestival.com.br/site/

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