• Victor Hidalgo

Death Trash: Vamos encontrar amigos para o Kracarne

Atualizado: há 7 dias

Cultura

Death Trash é um RPG em pixel art com combate em tempo real desenvolvido pelo pequeno estúdio alemão Crafting Legends

Kracarne no começo de Death Trash


Quando joguei a demo de Death Trash disponibilizada na Steam Next Fest, eu me animei muito com o que poderia vir a ser o jogo. Agora, após ter completado a versão do acesso antecipado dele, posso confirmar: muitas coisas interessantes ainda estão por vir para esse título. Como já falei anteriormente, é um jogo que mostra claramente algumas de suas influências logo de cara, como jogos clássicos da franquia Fallout, mas que consegue se distanciar o suficiente para ser algo único.


Eu sempre gosto de fazer comparações justas com os títulos que eu costumo analisar, e tenho que deixar claro aqui: o jogo ainda não está completo. Ele está hoje como acesso antecipado, ou seja, os desenvolvedores vão ir adicionando novas atualizações do jogo conforme forem criando a experiência, além de coletar o feedback de quem estiver apoiando o projeto. Para desenvolvimento independente, acaba sendo uma forma de viabilizar o seu trabalho e entregar o melhor jogo possível.


Outra coisa que chama a atenção é que o projeto é desenvolvido por apenas três pessoas: Stephan Hövelbrinks, Christian Heusser e James Dean, em um estúdio pequeno em Berlim, Alemanha. Um trabalho que começou em 2015 e já está com quase seis anos de produção. E parece que tudo indica que está chegando finalmente em sua reta final de desenvolvimento.


O jogo é uma mistura de RPGs clássicos dos anos noventa com combate em tempo real, misturando elementos de diversos jogos com uma atmosfera criada com uma pixel art suja e única ao jogo. O clima que ele me passou desde o começo sempre foi de jogos antigos do PC, com os cenários tirados de noites febris com criaturas evocando terror cósmico. E isso vale para o resto do jogo.

O covil da Rainha, uma parte ainda em desenvolvimento do jogo

Como todo bom RPG ele te fornece uma quantidade razoável de personalização do seu personagem, o que é surpreendente para um jogo em pixel art. O meu eu resolvi criar um barbudo com óculos cyberpunk com tendências a se comunicar com a carne. Mas que durante o jogo acabou aderindo a furtividade e ao combate corpo a corpo, tendo em vista que essa seria uma excelente tática para me livrar dos adversários.


O jogo começa como a demo, você acorda em um bunker e androides te informam que você foi expulso da sociedade por conta de estar doente, por isso, te liberam para viver o mundo pós-apocalíptico exterior. Nesse ponto o jogo mostra as mecânicas base dele como combater, furtividade e como a lógica dele vai se seguir.


Logo na saída você já se depara com um mundo que está coberto de carne por todos os lados, como se o planeta fosse uma criatura viva e você estivesse vivendo em cima de um grão de areia sobre ela. E logo na entrada está ele: O Kraken de carne, uma criatura que você descobre mais tarde ser um dos titãs que habitam aquele mundo. Criaturas feitas de carne e com aparência grotesca.


Vou pular essa parte da introdução por conta de já ter falado sobre ela quando fiz a cobertura da demo, mas aqui o jogo dá o clima do que ele se trata, suas mecânicas e para onde a história esta caminhando, um dos pontos que quero abordar. O que deixou o mundo assim? A introdução fala sobre um evento cataclísmico conhecido como a hemorragia, quando sangue e carne caiu dos céus mudando o cenário do planeta para sempre. E dessa carne sugiram os titãs, criaturas grotescas que caminham pelas terras devastadas. Algumas delas, inclusive, ganhando cultos pelos sobreviventes que habitam à terra.


Um dos chefes disponíveis no jogo


O seu objetivo e tentar descobrir que doença é essa que o fez ser expulso da sua colonia, qual você vivia feliz no útero cibernético, ao estilo Matrix. E para isso, você precisa ter mais entendimento da carne. Afinal, ela está por toda parte e cresce e pulsa vividamente.


Nessa nova jornada me aventurei além de Tauris, cidade qual a demo termina, e caminhei até o famigerado Puke Bar (bar do vômito), um buraco em uma rocha com cabeça feita de carne que dá acesso ao nobre estabelecimento. Resolvi um problema de peste no armazém de carne do estabelecimento e ajudei um homem a superar a perda de sua querida minhoca de carne.


Encontrei dois chefes no estado atual do jogo, ambos bem difíceis de combater e que pediram um pouco de estratégia além de me esconder nas sombras e dar uma porrada na cabeça do inimigo por trás. Um deles sendo um chefe opcional que você pode facilmente perder, por estar escondido em um dos cantos do mapa.


Death Trash promete e entrega muito, e ainda não está pronto. Se continuar seguindo da forma que está, pode se tornar um dos jogos clássicos dos próximos anos. A personalidade e a carne para isso, ele já tem.


Recebemos a chave do acesso antecipado do estúdio Crafting Legends, o jogo promete ser lançado para todas as plataformas.


Você pode adquirir o jogo na Steam clicando nesse link aqui




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