• Rosângela Aguiar

Preservar, transformar e persistir

Cine Ouro Preto

Exposição nos convida a conhecer a 17a CINEOP

Instalada em painéis e estruturas, a exposição apresenta, em imagens, fotos e textos, as Temáticas do evento. Foto Leo Lara/Universo Produção


Já no hall de entrada do Centro de Artes e Convenções de Ouro Preto uma pequena mostra da importância de preservar, transformar e persistir, temáticas presentes na 17a Mostra de Cinema de Ouro Preto.


Painéis com imagens, fotos e textos trazem as temáticas do evento, com destaque para os povos indígenas, seus filmes e como eles enxergam o mundo a partir das imagens captadas pelas próprias lentes. O CINEOP começou nesta terça, dia 22 e vai até o dia 27 de junho com muito debate, filmes e apresentações culturais.


As estruturas e fotos da exposição trazem as imagens de indígenas, captadas na sua melhor essência. Um olhar humanizado sobre os povos originários que muito têm a nos contar com seus longas, médias e curtas. Esse ano os homenageados são M’bya Guarani, conhecido também como Ariel Ortega; e Pará Yxapy, conhecida como Patrícia Ferreira, cineastas gaúchos com muito em comum e ao mesmo tempo que trazem uma grande diversidade por meio de suas lentes e imagens captadas em seus filmes.


A forma como a exposição na entrada da mostra foi montada já nos remete ao universo indígena, em formato redondo, como se fosse uma oca onde de um lado temos os textos falando sobre as temáticas do CINEOP: Preservação (Memória audiovisual e resiliência no tempo); Histórica (Cinemas Indígenas: memórias em transmissão) e Educação (Cinemas e Educações: Diálogos).


Do outro lado estão fotos dos cineastas indígenas que traduzem a vivência e a forma como eles enxergam o mundo por meio de suas lentes e a necessidade de preservar suas histórias por meio de curtas, médias e longas.

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